Condromalácia Patelar

A condromalácia patelar, muitas vezes chamada de “joelho de corredor”, é um amolecimento ou desgaste da cartilagem que fica atrás da patela (o osso redondo na frente do joelho). Essa cartilagem serve como um amortecedor natural, permitindo que a patela deslize suavemente sobre o fêmur quando dobramos a perna. Quando ela está desgastada, o atrito aumenta, gerando uma dor característica na parte anterior do joelho, que pode incluir estalos e sensação de “areia” dentro da articulação.

Causas mais comuns:

  • Desequilíbrio muscular: A fraqueza nos músculos da coxa (especialmente o quadríceps) faz com que a patela não deslize corretamente, aumentando o atrito.

  • Sobrecarga repetitiva: Atividades de alto impacto, como correr em descidas, subir muitas escadas ou agachamentos excessivos, pressionam a cartilagem.

  • Alinhamento anatômico: Pessoas com joelhos valgos (voltados para dentro) ou com a patela alta têm uma predisposição natural ao desgaste irregular.

  • Traumas diretos: Uma pancada forte na frente do joelho (como cair de joelhos) pode lesionar a cartilagem e iniciar o processo de amolecimento.

  • Sedentarismo: A falta de movimento enfraquece a estrutura de suporte do joelho, deixando a articulação vulnerável mesmo em atividades leves do dia a dia.

Quando procurar um ortopedista?

Você deve buscar ajuda se sentir dor na frente do joelho que piora ao subir ou descer escadas, ao agachar ou após ficar muito tempo sentado com os joelhos dobrados (o famoso “sinal do cinema”). Se o joelho inchar, estalar com dor ou se você sentir que ele está “falseando”, é essencial fazer um diagnóstico para avaliar o grau do desgaste.

Conclusão

A boa notícia é que o tratamento da condromalácia é, na maioria das vezes, não cirúrgico. O foco principal é a reabilitação física. Com orientação do ortopedista e fisioterapeuta, exercícios para fortalecer o quadríceps e alongar a cadeia posterior são fundamentais para realinhar a patela. O uso de gelo após atividades e a correção dos gestos esportivos também ajudam a controlar a dor e permitem o retorno seguro às atividades físicas.

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DR. RODRIGO PIRES